sábado, 2 de junho de 2012

Ciberespaço em crescimento



Segundo Pierre Lévy, o ciberespaço visa, por meio de qualquer tipo de ligações físicas, um tipo particular de relação entre as pessoas. “Seu crescimento é orientado por três princípios: a interconexão, a criação de comunidades virtuais e a inteligência coletiva. O imperativo básico é a interconexão, já que tudo deseja ser conectado a rede e quanto mais conexões melhor.” (LEVY,1999, p. 127 )


A Interconexão é uma das ideias ou até mesmo pulsões mais fortes na origem do ciberespaço. Para a cibercultura, a conexão é essencial e preferível ao isolamento. Representando a conexão através da internet, a qualquer momento.


O desenvolvimento das comunidades virtuais tem como base a interconexão, sendo construída sobre as afinidades de interesse, de conhecimentos, sobre projetos mútuos, em processo de cooperação ou de troca. Deste modo, exploram novas formas de opinião pública. São espaços onde são compartilhados conhecimentos entre as pessoas. A Wikipédia é um exemplo.

A inteligência coletiva é considerada o terceiro princípio, essa seria uma perspectiva espiritual, o ciberespaço busca atingir a inteligência coletiva. Se estabelecendo através do compartilhamento de ideias, tornando-se o conhecimento um bem coletivo, aprendizagem coletiva e troca de conhecimento entre os grupos.


“O ciberespaço é uma experiência nova, sobre a qual se tem muito a aprender, pois as novas ferramentas possibilitam uma maior troca de informações e conhecimento, aumentando dessa forma a capacidade individual, o que gera a coletividade.” (Cibercultura e Ciberespaço, p. 87)


Referências:
LÉVY, Pierre. Livro: CIBERCULTURA. São Paulo: Editora 34 Ltda, 1999.
Ensaio: CIBERCULTURA e Ciberespaços: conceitos e discussões. Disponível em: 
< http://www.fatecguaratingueta.edu.br/revista/index.php/RCO-TGH/article/view/13/16 >.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

André Lemos: O que é Cibercultura?

André Lemos faz nesse vídeo, abordagens sobre Cibercultura, observando esse cenário, no qual há grande possibilidade de ampliar a leitura, acesso à informação de qualquer lugar do mundo - de várias línguas, sob vários formatos-, além da capacidade de produzir. Trazendo conceitos-chaves como “Imersão digital”.

A cibercultura abrange três leis,  e nesse vídeo elas são explicadas. A primeira consiste na lei da Reconfiguração, Lemos faz alguns questionamentos: “Os livros vão estar aqui amanhã? E o cinema? Como essas coisas estão evoluindo hoje?”. No entanto ele fala de uma reconfiguração – das práticas, espaços, etc.-, e não eliminação/ substituição.


A lei da Liberação do pólo da emissão expõe a “emergência das vozes reprimidas”, da possibilidade de escrever, sendo argumentado que hoje as pessoas têm liberdade para produzir, escrever e não somente ler. “Essa emissão só faz sentido coletivamente e em rede.” E acrescentando, terceira lei, a conexão generalizada e aberta, percebe-se a liberdade que se tem, atualmente, de falar e poder se juntar com pessoas que possuem ideias semelhantes, um contato direto e em tempo real, o que gera uma potência política, social e econômica.

Quanto à educação é argumentado que “não devemos ficar reféns de equipamentos”, argumentando a necessidade de pensar ‘virtualização’, não como equipamentos eletrônicos, mas como potência para ler e problematizar as coisas. Logo, deve haver incentivo, para que os alunos problematizem o que os professores dizem.

“Atualizar é escrever, virtualizar é ler.” 




Referências:
LEMOS, André. CIBERCULTURA. Alguns pontos para compreender a nossa época. Disponível em: <http://www.facom.ufba.br/ciberpesquisa/andrelemos/cibercultura.pdf>.

Destaque para a cibernética na estréia de revista

O tema "Cibercultura" foi capa da primeira edição da revista "Ciências Sociais", lançada neste ano, e abordou as novas formas de sociabilidade e organização política advindas desse processo de interação entre sociedade e novas tecnologias.

Um dos principais pontos da reportagem é quanto no futuro a cibercultura poder ser conhecida como o elemento responsável pelo fim da dicotomia, que é a percepção de que toda história tem dois lados e que existem duas maneiras de entender as questões relevantes para a sociedade- a certa e a errada.

"Essa dicotomia, reforçada pela forma como se constituíram as sociedades desde as grandes guerras mundiais e pela tendência simplificadora da educação formal e ideológica ainda predominante, não é suficiente para entender e analisar as dinâmicas sociais que se dão no ambiente virtual das redes sociais, caracterizado especialmente pela multiplicidade de pontos de vista, que enriquece os debates e permite apontar caminhos diferentes dos usuais."

Outro panorama interessante abordado na revista é quanto ao ativismo digital, fenômeno recente que influenciou muitos jovens do Oriente Médio a levantarem do sofá para lutarem nas ruas contra os regimes ditatoriais. O mundo tinha conhecimento de todos os acontecimentos que aconteciam no Egito e na Líbia, por exemplo, através das redes sociais. Tomada as devidas proporções políticas, fato é que através das mídias sociais a população oprimida há décadas encontrou um meio que auxiliou na chamada "Primavera Árabe".




quarta-feira, 30 de maio de 2012

Cibercultura: o universal sem totalidade



As expansões da Cibercultura potencializam as relações entre tecnologias de comunicação e informação, configurando a cultura contemporânea, o que promove uma interconexão generalizada.

“O ciberespaço (que também chamarei de "rede") é o novo meio de comunicação que surge da interconexão mundial dos computadores. O termo especifica não apenas a infra-estrutura material da comunicação digital, mas também o universo oceânico de informações que ela abriga, assim como os seres humanos que navegam e alimentam esse universo. Quanto ao neologismo "cibercultura”, especifica aqui o conjunto de técnicas (materiais e intelectuais), de práticas, de atitudes, de modos de pensamento e de valores que se desenvolvem juntamente com o crescimento do ciberespaço.” (p.17)

“A cibercultura dá forma a um novo tipo de universal: o universal sem totalidade. (...) Nessa proposição, "o universal" significa a presença virtual da humanidade para si mesma. O universal abriga o aqui e agora da espécie, seu ponto de encontro, um aqui e agora paradoxal, sem lugar nem tempo claramente definível...” (p.247)


Referências:
LÉVY, Pierre. Livro: CIBERCULTURA. São Paulo: Editora 34 Ltda, 1999.

terça-feira, 29 de maio de 2012

À velocidade da luz - CyberAntenados


Num mundo onde a informação não encontra limites e viaja por todo o globo terrestre na velocidade da luz, esse é o quadro da civilização no século 21. E a cibercultura é o vocábulo que resume esse novo quadro da humanidade.

Atualmente a sociedade está mais do que nunca dependente do ‘ciberespaço’, o qual rompe as barreiras espaciais e faz uso dos meios de comunicação modernos – neste contexto a internet obtém grande destaque. Assim, os reflexos dessa, na sociedade, são visíveis por meio da comunicação, da cultura e das formas de relacionamentos - Cibercultura.

Uma das oportunidades do ciberespaço são as redes sociais, que possibilitam relacionamentos afetivos ou profissionais, compartilhamento de ideias e valores comuns, entre pessoas. Além de proporcionar acesso, a distância, aos diversos recursos de um computador.

 Então o que nos resta é aproveitá-lo!
Neste espaço,  sintam-se estimulados a produzir e distribuir conteúdos.